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Microgeração: como funciona e quais as suas vantagens

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A microgeração é um modelo de produção de eletricidade em pequena escala, pensado para particulares e empresas. Utiliza fontes de energia renovável, como a solar e a eólica. O sistema baseia-se na instalação de equipamentos que transformam recursos naturais em eletricidade. Esta energia pode ser usada no local ou vendida à rede pública.

Neste artigo, explicamos o que distingue a microgeração do autoconsumo, os principais tipos de sistemas, os passos para começar um projeto em Portugal e as soluções disponíveis da EDP. Descubra como a microgeração de energia pode ajudá-lo a poupar, gerar rendimento extra e contribuir para um futuro mais sustentável.

Diferenças entre microgeração e autoconsumo

A principal diferença entre microgeração e autoconsumo está no destino da energia produzida.

  • Autoconsumo: a energia gerada é usada principalmente para consumo próprio. Apenas o excedente é injetado na rede, sem tarifa fixa para essa energia. Estas instalações são chamadas UPAC (Unidade de Produção para Autoconsumo).
  • Microgeração: neste modelo, toda a energia produzida é vendida à rede elétrica. É ideal para quem pretende obter rendimento com a produção de energia renovável. Estas instalações são designadas por UPP (Unidade de Pequena Produção) e devem estar registadas e cumprir a legislação em vigor.

Ambos os modelos têm vantagens distintas. A microgeração permite rentabilizar totalmente a energia gerada, enquanto o autoconsumo ajuda a reduzir os custos energéticos da casa ou empresa. Segundo a EDP, a melhor opção depende dos objetivos do utilizador e da forma como o sistema é projetado.

Tipos de microgeração: solar, eólica e mais

A microgeração de energia pode basear-se em várias fontes renováveis, consoante os recursos disponíveis no local e o tipo de instalação pretendida.

  • Microgeração fotovoltaica: utiliza painéis solares para converter a luz do sol em eletricidade. É a opção mais comum em Portugal, devido à alta radiação solar e aos incentivos existentes para este tipo de sistema.
  • Microgeração eólica: recorre a aerogeradores de pequena escala para captar a energia do vento. É menos usada do que a solar, mas pode ser viável em zonas com bom potencial eólico.
  • Outras fontes: também existem sistemas de microgeração com base em biomassa ou em pequenos aproveitamentos hidroelétricos. No entanto, estas soluções são menos frequentes, devido a limitações técnicas e geográficas.

Benefícios da microgeração solar fotovoltaica

A microgeração solar fotovoltaica oferece vários benefícios. Por um lado, tem um impacto ambiental positivo, ao reduzir as emissões de carbono e contribuir para um sistema energético mais limpo e sustentável. Por outro, permite poupar energia, já que a eletricidade é produzida localmente, o que diminui a dependência da rede elétrica e os custos associados. Além disso, a energia que não é consumida pode ser vendida à rede pública, a tarifas predefinidas, o que transforma a instalação numa fonte de rendimento adicional para o utilizador.

Como iniciar um projeto de microgeração em portugal?

Iniciar um projeto de microgeração exige planeamento e o cumprimento de vários requisitos legais e técnicos.

O primeiro passo é garantir a ligação à rede elétrica, em coordenação com a distribuidora de energia. Este processo inclui a instalação de contadores específicos para medir a produção.

Depois, é necessário escolher a tecnologia mais adequada, seja painéis solares, aerogeradores ou outras soluções renováveis, tendo em conta as condições locais e o orçamento disponível.

A instalação deve ser registada como UPP (Unidade de Pequena Produção) no sistema oficial. Este processo envolve também a obtenção de licenças e inspeções técnicas para garantir o cumprimento da legislação.

Por fim, é fundamental contratar instaladores certificados, que assegurem a conformidade com os padrões técnicos e de segurança.

Aspetos legais e fiscais da microgeração

A microgeração de energia em Portugal é regulada por leis específicas que definem os direitos e obrigações dos produtores. É essencial:

  • Cumprir a legislação técnica e de segurança.
  • Declarar os rendimentos obtidos com a venda de energia às autoridades fiscais.
  • Manter contratos independentes caso combine sistemas de microgeração e autoconsumo.

Recomenda-se o apoio de um consultor fiscal para compreender todas as implicações de projetos deste tipo.

Comparativa de sistemas edp para microprodução e autoconsumo

A EDP oferece soluções para microprodução e autoconsumo, adaptadas a diferentes necessidades:

  • Microprodução EDP: Ideal para quem pretende maximizar o rendimento ao vender toda a energia gerada. Este modelo garante uma tarifa predefinida para a eletricidade entregue à rede.
  • EDP Autoconsumo: Desenvolvido para aproveitar a energia gerada principalmente para o consumo doméstico ou empresarial, reduzindo a fatura elétrica sem uma remuneração fixa pelos excedentes injetados na rede.

Ambas as opções têm vantagens específicas, e a escolha dependerá das prioridades de cada utilizador. Analisar cuidadosamente cada sistema e consultar especialistas pode ser fundamental para maximizar os benefícios.

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